domingo, 31 de outubro de 2010

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

O Reino Animal


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Em muitos momentos da vida de São Francisco, foram ressaltados o respeito ao meio ambiente. Por isso a Igreja Católica o elegeu Padroeiro da Ecologia, inserindo no calendário, a data de 4 de outubro, como o Dia dos Animais. Contudo, ainda podemos testemunhar crueldades contra os bichos e a tendência do homem de considerá-los seres inferiores, cujo único propósito na existência ser apenas servi-lo, continuando com a teoria antropocentrista, relutando em abandonar os benefícios que emergem do uso de animais para o consumo, pesquisa, divertimento e trabalho forçado. O animal não é algo inanimado, é um ser vivente e senciente, têm sua vida própria que é importante para eles independentemente da utilidade deles para nós. Eles não estão apenas no mundo, têm consciência disso. O que lhes acontece tem importância para eles. Cada um tem uma vida que pode ocorrer melhor ou pior. Essa vida inclui uma série de necessidades biológicas, individuais e sociais.

A satisfação dessas necessidades é uma fonte de prazer e a frustração ou abuso, uma fonte de sofrimento. E assim sendo, a ética do nosso relacionamento com os animais deve reconhecer os mesmos princípios morais fundamentais que se deve ter para com os seres humanos. No seu nível mais profundo, a ética humana é baseada no valor individual de cada indivíduo: o valor moral de qualquer ser humano não deve ser medido pela utilidade que um tenha para satisfazer o interesse de outro. Tratar seres humanos de maneira a não honrar o seu valor independente é violar o mais básico dos direitos humanos, ou seja, o direito de cada pessoa ser tratada com respeito. Por conseguinte, todos os seres, independentemente de sua espécie, raça ou sexo, devem ser respeitados. As mulheres não existem para servir os homens, os negros para servir aos brancos, os pobres para servir aos ricos, os fracos para servir os fortes, assim como os animais ditos irracionais não existem para servir ao homem. Conscientizar as pessoas que os animais também são seres que sentem e sofrem, é o nosso principal objetivo nesse dia que lhes é consagrado.
Geuza Leitão
Presidente da União Internacional Protetora dos Animais - Uipa

domingo, 3 de outubro de 2010

domingo, 12 de setembro de 2010

Um exemplo de vida

Não lembro quando começou o meu amor pelos animais, em especial por cachorros. Mas me recordo que, durante a adolescência, em Ponta Grossa, Paraná, minha mãe recolhia cachorros atropelados e, muitas vezes, eu e ela levantávamos de madrugada para lhes dar analgésicos.

Já casada, certa vez, vi um cachorro entrando num ônibus em frente à minha casa. Achei que estava tendo alucinações, mas minha filha garantiu que ele entrara mesmo. Peguei meu carro e o seguimos. E vimos quando o cãozinho desceu. A partir daquele dia, Bob (assim minha filha o batizou) passou a ser o nosso cão "especial" e o orgulho de todos: o cachorro que andava de ônibus.

Ele também era a paixão de muitos motoristas da empresa de transporte coletivo, que o apelidaram carinhosamente de Marmita.

Depois de um ano, Bob morreu, atropelado, ironicamente, por um ônibus. Chorei desesperadamente durante uma semana. Então, uma amiga que fazia parte do Grupo Fauna (uma ONG protetora de animais da minha cidade) perguntou se eu não queria cuidar do Gandhi, um cãozinho de pelo castanho, de olhos e orelhas grandes, que havia sido atropelado e perdera parte da pata esquerda. Seu dono se recusara a custear o tratamento e pedira a um veterinário que o sacrificasse.

É claro que o Dr. Álvaro não concordou, e dias depois lá estava Gandhi em minha casa sob protestos do meu marido. Por um mês cuidei da sua pata, que necrosou e precisou ser amputada. Isso ocorreu em junho de 1999. Gandhi, que não era adepto da "não violência", continuou fugindo quando via o portão aberto, correndo atrás de tudo o que tivesse rodas, atropelando cachorros e brigando com as pessoas. Mas passou a ser nosso xodó. Por onde passava, chamava a atenção: "olha o cachorro de três patas!"

Infelizmente, em maio de 2006, um vizinho irresponsável passou por cima dele em frente à minha casa e destruiu sua pata dianteira direita. Foi terrível, meu filho gritava desesperadamente e conseguiu retirá-lo das rodas do carro que saiu em disparada. Nas noites seguintes, meu filho e eu dormíamos no sofá da sala, acariciando a cabecinha do Gandhi e lhe dando analgésicos, trocando seus curativos e o paparicando.

Gandhi se restabeleceu e passou a ser a atração da minha casa. Um dos canais locais de TV veio fazer uma reportagem sobre o cãozinho que não tinha braços. Passamos a ser, Gandhi e eu, conhecidos na cidade. Algumas pessoas o chamavam de "canguru", pois ele passou a andar em pé, pulando nas patas traseiras ou andando quase encostando o peitinho no chão (fizemos uma prótese para ele, mas não houve adaptação). Ele é um exemplo de coragem e determinação, e nos faz refletir que sempre vale a pena lutar, sejam quais forem as dificuldades e limitações.

Por isso nós sentimos muito orgulho dele. Gandhi nunca se deprimiu. Continuou feliz, correndo, ficando em pé quando quer bolo (ele adora bolo inglês) ou algum petisco. Acredito que, como nós, os animais têm personalidade própria e diferenciada e aprendem a reagir às dificuldades da vida. Gandhi é um exemplo disso.

Hoje, com seus 13 anos, aproximadamente, continua muito dengoso; só come se pusermos a comida nas mãos e levarmos até seu focinho, caso contrário fica o dia todo sem comer. Adora um chamego e faz aquela cara de "coitadinho" quando quer subir no colo.

Gandhi não entrou por acaso em nossas vidas. Graças a ele, passei a fazer parte do Grupo Fauna, bem como meus filhos, e a defender os animais abandonados e vítimas de maus-tratos. Comecei a trabalhar também conscientizando as pessoas a respeitar e amar os animais.

Vilmarise S. Pessoa

domingo, 29 de agosto de 2010

10 Pedidos de um Cão


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sábado, 21 de agosto de 2010

Que tipo de donos somos nós?


Geralmente, quando uma pessoa decide ter um animal de estimação, está pensando apenas em si ou em sua família. Raramente são levadas em consideração as características do animal, suas necessidades e carências. É importante lembrar que o animal é um ser vivo que tem individualidade, sente e reage segundo as atitudes de seus donos, por quem se afeiçoa.


DONO NERVOSO, CÃO NEURÓTICO


Indefesos, muitos bichos sofrem, sem reclamar, maus tratos de todos os tipos, sendo encarados por muita gente como objetos de uma certa utilidade, e que podem ser desprezados quando não são necessários ou no atendem às expectativas.

Segundo o criador paulista Nelo Pedra, existem pessoas que procuram ter um animal moldado à sua imagem e semelhança. Quase nunca estão conscientes disso, mas esse tipo de dono age assim: quem no fundo não se acha lá muito bonito tende a escolher a companhia de animais franzinos e carentes. Quem se acha lindo procura um animal vistoso e elegante. E tendem a contrariar a natureza, moldando o bichinho.

Quem é muito vaidosa costuma levar o cachorrinho frequentemente aos salões de beleza. É uma vida cheia de xampus, cortes de pêlo e escovas que acabam se transformando em sessões de tortura.

Mas, ainda segundo Nelo Pedra, existem também as pessoas que procuram, nos animais, o seu contrário, esperando que sejam tudo aquilo que não conseguem seres humanos. Estas, da mesma maneira, tratam o bicho como uma extensão de si, desrespeitando sua personalidade.

“Pessoas frágeis, medrosas, às vezes procuram cães de guarda, geralmente muito grandes, que chamam a atenção pela bravura”, afirma Nelo. São mulheres magras que compram cães gordos, ou as nervosas que preferem animais pequenos, para descarregar neles sua insegurança e ansiedade.

DONA DOENTE? REMÉDIO NO GATINHO!

Outro erro comum é buscar nos animais o sobrenome famoso que não se tem. Nelo Pedra reconhece que ‘muita gente compra cães com pedigree numa tentativa de conseguir aceitação social, parecer gente fina’’.

É bom lembrar ainda as pessoas solitárias, que deixam por conta de poodles ou yorkshires a alegria de suas vidas. Esses cães são muito brincalhões e carinhosos, mas, quando a pessoa descobre que na verdade um cachorro não resolve problemas íntimos, acaba muitas vezes desprezando- o.

Tem também o dono com mania de doença (o chamado hipocondríaco) . Ele costuma entupir seus bichinhos de remédios (invariavelmente sem receita do veterinário), simplesmente por achar que o animal sofre de doenças na verdade inexistentes.

Mais cruéis são as pessoas que querem que o seu cachorro tenha um crescimento acelerado, fazendo o coitado ingerir anabolizantes.

Também merecem urna bronca as donas muito comilonas, que deixam seus bichos engordar demais, favorecendo problemas cardíacos, de pele, enfraquecimento dos dentes e morte precoce.

Se você vestiu a carapuça e se identificou com algum desses tipos humanos descritos aqui, não se martirize, mas preste atenção ao seu comportamento e procure dar ao seu bicho o respeito que ele merece.
Daniela Oliveira
Consultoria: Nelo Pedra (já falecido)

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Cães e gatos poderão ser castrados, em vez de mortos, ao serem capturados

Uma política de controle de natalidade de cães e gatos para substituir a prática atual de matá-los quando capturados (mesmo que sejam saudáveis), é o que pretende criar o projeto de lei da Câmara 4/05, em tramitação no Congresso. A proposição tem objetivo de, além de evitar o sacrifício, estimular a posse responsável dos bichos, e é o tema da enquete do mês de agosto da Agência Senado.

O texto cria um programa de esterilização para controlar o crescimento desordenado da população canina e felina em todo o território nacional, com o emprego de métodos de castração cirúrgica, que é permanente, ou qualquer outro disponível e eficiente do mesmo modo, segundo a versão do projeto aprovada no Plenário do Senado. Por essa modificação, ele precisou ser enviado para reavaliação da Câmara.

Atualmente, o controle populacional de cachorros e gatos é feito com a captura e a chamada eutanásia de animais errantes, apanhados pela popular "carrocinha", segundo regras da Organização Mundial de Saúde (OMS) ainda de 1973, já em desuso na maior parte do mundo.

O autor da proposta, deputado Affonso Camargo (PSDB-PR) afirmou que a própria OMS já reconheceu o sacrifício como um método caro e ineficaz para controlar a superpopulação e a propagação do vírus da raiva e de outras zoonoses - doenças transmitidas por animais. Ele lembrou-se do surto de leishmaniose que afetou cachorros recentemente em Brasília.

O programa de esterilização a ser criado com a aprovação do PLC 4/05 também prevê a realização de campanhas educativas para propiciar a assimilação, pelos cidadãos, de noções de ética sobre a posse responsável de animais domésticos. Essas campanhas, além de mostrar que é desumano e perigoso abandonar os bichos, devem também incentivar a adoção, trabalho que já vem sendo feito, ainda de forma incipiente e sem o devido alcance, por associações protetoras dos animais, principalmente nas grandes cidades do Brasil.

Para o deputado Affonso Camargo, as campanhas de adoção, com ampla divulgação pela mídia, são essenciais para evitar que, após castrados, os cães e gatos fiquem confinados nos canis do governo. Por isso, aposta nas parcerias com entidades protetoras de animais e organizações não-governamentais para estimular e viabilizar a adoção. Ele citou, como exemplo de sucesso, lei municipal semelhante já em vigor na cidade de Curitiba (PR). Lá, acrescentou, esses institutos são bem atuantes e o número de pessoas que adotam animais é elevado.

Recursos

De acordo com o texto em tramitação, a esterilização dos bichos ficará a cargo das unidades de controle de zoonoses de cada cidade ou município, que atualmente já os captura e sacrifica. Ou seja, os Centros de Controle de Zoonoses (CCZs) precisariam ser equipados para a realização de cirurgias, já que outro método, como a castração química, não é viável em gatos, por exemplo.

Os recursos para implantar o programa serão provenientes da seguridade social da União (que tem arrecadação de impostos específicos, direcionada para saúde e previdência), pois o controle de zoonoses é um serviço de saúde pública, e serão administrados pelo Ministério da Saúde, através do Fundo Nacional de Saúde.

Affonso Camargo lembrou ainda que, nas cidades que não contam com um centro de controle, o projeto prevê a possibilidade de se firmar parcerias com universidades e faculdades de veterinária e até mesmo com clínicas veterinárias que dispõem dos meios necessários. Ele sugeriu ainda que, para atender municípios muito pequenos sem um CCZ, seja escolhida uma cidade pólo para receber um deles, equipado para a realização do procedimento.

Pelo projeto, é necessário estudo das localidades, com o levantamento do quantitativo de animais a ser esterilizados ou que aponte para a necessidade de atendimento prioritário ou emergencial, seja por causa da superpopulação ou por quadro epidemiológico. Isso balizaria também a distribuição de recursos. A lei a ser aprovada prevê ainda tratamento prioritário aos animais pertencentes ou localizados nas comunidades de baixa renda.

Zoonoses

Para o gerente de controle de zoonoses de Brasília, o médico veterinário Rodrigo Menna Barreto Rodrigues, a política de controle de natalidade é possível, mas difícil de ser colocada em prática. O custo para equipar os CCZs será elevado, ressalta.

Para aplicar a lei, caso o PLC 4/05 seja aprovado, será necessário preparar uma estrutura física para realizar a cirurgia; outra de pós-operatório, para aplicar medicação, deixar os bichos em observação e fazer curativas; e um lugar adequado para manter os bichos que já se recuperaram da cirurgia. Além disso, são necessários insumos, medicamentos e pessoal treinado, tanto para operar quanto para ajudar os cães e gatos operados a convalescer.

- Mas é importante lembrar que o foco dos centros de controle de zoonoses é a preservação à saúde humana, e não a assistência à saúde animal - salientou.

Outros pontos que virão a se tornar prática, caso o projeto seja aprovado, precisam ser considerados, como o fato de, costumeiramente, apenas os filhotes serem procurados para adoção. O veterinário questionou, por exemplo, como ficará a situação dos animais de idade, saudáveis e castrados, que não forem adotados, pois mantê-los é caro, assim como é elevado o custo cirúrgico da esterilização e a própria recuperação clínica. A destinação de recursos precisará ser elevada.

Outro ponto polêmico, para Rodrigo, é a perda que as clínicas veterinárias terão com as castrações sendo feitas pelo governo, já que perderão receita com a diminuição da demanda. Ele lembrou ainda que o projeto não evitará a eutanásia de alguns animais que oferecem risco para a saúde ou que sejam portadores de raiva, leishmaniose e outras zoonoses.

Hoje, cães e gatos capturados nas ruas ficam à disposição de seus donos por três dias úteis, e para recuperá-los, é necessário pagar uma multa de R$ 9. Depois disso, seguem para sacrifício ou adoção. Os violentos, doentes ou que atacaram alguma pessoa, passam 10 dias em observação para, no período, eliminar a possibilidade de desenvolver raiva e depois são devolvidos aos donos ou sacrificados. Cães e gatos não permanecem muito tempo no CCZ porque o espaço é inadequado para mantê-los. Os bichos são mortos por um coquetel de medicamentos que causa parada cardiorrespiratória.

Proteção

As entidades de proteção aos animais comemoraram a possibilidade de o programa de esterilização, e principalmente, de incentivo à prática de guarda responsável, se tornarem políticas de governo. Para os integrantes da ProAnima de Brasília, é o poder público que tem os instrumentos, recursos, competência e o alcance ideal para implantar uma política de controle populacional.

O diretor geral da instituição, Erick Brockes e a médica veterinária Renata Guina frisaram que o sacrifício de animais, além de cruel, já mostrou não resolver o problema da superpopulação, e só a educação para a guarda responsável, a execução das leis e a esterilização são o caminho para resolver o problema da superpopulação e, consequentemente, do abandono de animais. Eles alertaram ainda para a falta de estudos aprofundados para avaliar os efeitos colaterais da castração química, como o risco de desenvolvimento de câncer.

Elina Rodrigues Pozzebom / Agência Senado

Ler mais:

Veterinário defende método químico de castração

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Eles me salvaram!

Por Celso Borges

Meu nome é Barbudo, mas pelas ruas me chamam de “passa-cachorro”, consequência da minha linhagem especial: pelo espetado, amarelado e duro. Meus adotados, de Uberaba (MG), me deixaram ver a Revista Seleções, em maio de 2010. Na página 155, eu delirei ao ver a foto de um possível irmão: Bilbo José. Meu pai era um cachorro, que andou pelas bandas de Sorocaba com todas as cadelas que levantaram a saia. Incrível coincidência! O Bilbo é a minha cara, e minha história lembra a dele e é bastante triste.

Eu, já fraquinho e desnutrido, fui atropelado. O motorista não me socorreu. Arrastando-me e sangrando muito, invadi a casa de desconhecidos e fui para os fundos esperar a dolorosa morte. Com medo, envergonhado, com febre e fome. Para minha sorte, fui localizado. Achei que seria expulso a vassouradas, mas me deram um lanchinho e me levaram a uma faculdade de Zootecnia. Para meu pavor, a “médica” ameaçou me sacrificar com uma enorme agulha de veneno se não me levassem embora, porque meus anjos-da-guarda estavam sem dinheiro no momento. Enquanto eu chorava de dor, sem socorro da médica, meus novos amigos foram correndo buscar cheques para garantir minha frágil vida. Mais pavor: depois de paga, a médica queria amputar minha patinha. Meus novos donos rosnaram e não deixaram. Ufa!

Eu estava com fratura exposta na pata dianteira, todo moído, sem parte do couro cabeludo, com o osso da cabeça à mostra e afundado. De tanto sofrer nas ruas, não contava com socorro. Nós morremos à míngua em todas as cidades, às vezes sacrificados, porque somos relativamente feios e poucos nos adotam. Por desamor, os motoristas não reduzem a velocidade ao nos ver, ignoram o quanto somos inteligentes, amáveis e gratos. Não entendo porque, quando o homem briga, chama o outro de “cachorro”. Em nossas brigas, nunca chamamos o cachorro inimigo de “homem”, seria muito ofensivo.

De tão chateados após meu sofrimento com a médica, meus donos, advogados, soltaram os cachorros, procuram a polícia e até um promotor de justiça, que tomou providências para que esse tipo de comportamento fosse eliminado. Mesmo com animais, a lei proíbe exigência de garantia prévia. Meus salvadores, Celso Borges e Maluzinha, gastaram três meses me fazendo curativos e me levando a veterinários. Eu detestei os mais de cinquenta pontos, as injeções e um cone horrível no pescoço. Dava-me a maior agonia canina não conseguir coçar as fieis pulgas e lamber os ferimentos.

Fiquei novo, meio careca – como o meu dono! –, e com uma pata dura que me dificulta escrever, desculpem-me pela letra. Já curado, não aguentei. Estava em longo recesso reprodutivo e, embora advertido diversas vezes, fugi. Que delícia! Fui para uma farra com belas gatas – ou melhor, cadelas – e perdi o caminho de volta. Nunca mais vi meus adotados. Sempre choro à noite, quando a saudade bate, ou quando ouço barulho de foguetes. Tive notícias de que me procuraram muito. Até ouvi na rádio a oferta de recompensa... Ninguém me ajudou a voltar. Ficaria muito feliz se algum bom coração me levasse para casa, onde nasci novamente e fui respeitado como uma criatura de Deus.

Publicado na Revista Seleções

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Para Adotar


Nome: MAGALI

Dados: SRD,9 meses, muito dócil, fêmea e castrada.

História: Abandonada pela mãe, assim que nasceu.

Contato: 3251-3166 (Cecília) ou


Nome: JARBAS e PIPOCA

Dados: SRD, 9 meses, muito dóceis.
História: Abandonados pela mãe, assim que nasceram.

Contato: 3251-3166 (Cecília) ou



Nome: PIPOCAe MAGALI

Dados:
SRD, 9 meses, muito dóceis, fêmeas e castradas.
História: Abandonadas pela mãe, assim que nasceram. Estão castradas.

Obs.: É preferência da proprietária não separar as duas, pois são muito amigas e para alguém que realmente ame os animais.

Contato: 3251-3166(Cecília) ou



Nome: PIPOCA

Dados: SRD, 9 meses, muito dóceis, fêmea e castrada.
História: Abandonada pela mãe, assim que nasceu.


Contato: 3251-3166 (Cecília) ou

Nome: JARBAS

Dados: SRD, 9 meses, muito dócil, macho.
História: Abandonado pela mãe, assim que nasceu.

Contato: 3251-3166 (Cecília) ou

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Assembleia Geral Extraordinária - 05/08/2010

Às vinte horas do dia cinco de agosto de 2010, em uma das salas cedidas pelo Colégio Pio X, à Rua Afonso Pena n° 164, conforme assinaturas constantes do Livro de Atas, foi oficialmente aberta a Assembleia Geral Extraordinária da Associação Sandumonense de Proteção aos Animais - ASPA, com sede, domicílio e foro na Cidade de Santos Dumont, (MG), com duração ilimitada. Conforme decisão tomada na reunião extraordinária de vinte e dois de julho de 2010, a coordenação da eleição da nova Diretoria ficou a cargo de Aylce Helena da Silva, que presidiu os trabalhos, sendo secretariada por Martha Rosane de Souza Pinto. A presidente dos trabalhos, Aylce, apresentou a pauta e passou à ordem do dia, iniciando com as explicações sobre a não dissolução da Entidade, tomada em Assembleia Geral Extraordinária, realizada no dia vinte e dois de julho de 2010. Em uma Assembleia Geral Extraordinária realizada em oito de janeiro do corrente ano, ficou decidido a dissolução da ASPA por não ter se apresentado uma chapa para compor a sua diretoria. Para que o encerramento da ASPA fosse oficializado, a ata de encerramento deveria ter sido registrada no Cartório de Registro de Títulos e Documentos e do Registro Civil das Pessoas Jurídicas Expedito Lucio da Silva – Oficial, CPF 162.965.756-53, de Santos Dumont, MG, o que não aconteceu até a presente data, uma vez que haviam castrações de animais a serem feitas, o que dependia de agendamento da Veterinária parceira da Associação. Com a existência de um grupo de pessoas interessadas em continuar o trabalho da associação, em vinte e dois de julho do corrente ano, em uma reunião extraordinária com os antigos membros da Entidade foi revogada a decisão de dissolução da ASPA, sendo decidido que em uma próxima reunião seriam eleitos os novos membros da Diretoria, assim como a mudança de seu nome empresarial. Foi proposto aos presentes a alteração do nome empresarial para Associação Sandumonense em Defesa dos Animais, assim como do nome fantasia para ASDAN, o que foi aprovado pelos presentes. A presidente dos trabalhos, Aylce, informou também que a Diretoria anterior lhe repassou R$ 909,00 (novecentos e nove reais) em espécie e todos os arquivos e documentos da Entidade, que se encontram sob a sua guarda. A proposta do novo Estatuto Social foi lida para os presentes, tendo sido aprovado o novo Estatuto Social. Passou-se então ao processo para a Eleição da nova Diretoria que dará continuidade aos trabalhos da Associação, no triênio 2010/2013. Foi apresentada a chapa que comporá a nova Organização Administrativa da entidade e iniciada a votação, conforme determina o Estatuto. Foram eleitos para a Diretoria, com mandato vigente de 05 de agosto de 2010 até 04 de agosto de 2013: Diretor Presidente – Martha Rosane de Souza Pinto, portador do CPF: 281.736.196-20 e C.I.: M-2.577.675, residente e domiciliada à Rua São José nº 438 - Centro , Santos Dumont/MG, nascida em Santos Dumont, Diretor Geral – Marisa Auxiliadora Rosa Luciano, Diretor de Finanças e Controle – Aylce Helena da Silva. O Conselho Fiscal, eleito na mesma ocasião e pelo mesmo período de mandato, ficou assim constituído: Presidente – Sandra Maria Cunha Correia (Presidente) e os membros Cecília Marques Pelizzoni, Dailda Gomes Monteiro e Eliane Silva Corrêa (suplente), sendo imediatamente empossados em seus respectivos cargos. Na oportunidade altera-se também a sede da Associação para a Rua São José nº 438 - Centro. Foi transferido para a Diretoria eleita o saldo de caixa no valor de R$ 909,00 (novecentos e nove reais) e todos os documentos que estavam sob a guarda de Aylce Helena da Silva. Nada mais havendo para ser tratado, a Presidente deu por encerrada a Assembleia, e eu, Martha Rosane de Souza Pinto, lavrei e assinei a presente ata, seguida das assinaturas da presidente dos trabalhos, da Diretoria e do Conselho Fiscal eleitos e demais presentes que assinaram o Livro de Atas. Santos Dumont, 05 de agosto de 2010.
Secretário da Mesa: Martha Rosane de Souza Pinto -Presidente dos trabalhos: Aylce Helena da Silva

Diretoria da Associação Sandumonense em Defesa dos Animais – ASDAN para o triênio 2010/2013
Diretor Presidente: Martha Rosane de Souza Pinto
Diretor Geral: Marisa Auxiliadora Rosa Luciano
Diretor de Finanças e Controle: Aylce Helena da Silva

Conselho Fiscal para o triênio 2010/2013
Presidente: Sandra Maria Cunha Correia
Cecília Marques Pelizzoni
Dailda Gomes Monteiro
Suplente: Eliane Silva Corrêa
A S D A N - Associação Sandumonense em Defesa dos Animais
C.N.P.J.: 06.131.060/0001-20
Lei Municipal de Utilidade Pública nº 3.578/04
e-mail: asdansd@asdansd.org